Quando um homem se cansa de Londres, ele está cansado da vida; porque há em Londres tudo que a vida pode trazer. - Samuel Johnson


    Biblioteca "Pública"

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    Night's Lord
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    Biblioteca "Pública"

    Mensagem por Night's Lord em Sab Nov 10, 2018 9:28 am



    Pela primeira vez na história da Inglaterra o governo disponibilizou uma biblioteca "pública", por influência de alguns nobres que acreditavam que uma população com conhecimento, eles jamais voltariam a ter problemas por causas banais como guerra religiosa entre outras coisas.

    Lógica que a ideia não foi bem vista pelos mais conservadores, que viam isso como uma afronta ao antigo regime e temendo que eles perderiam força e prestígio, mas mesmo assim, não conseguiram que a mesma não fosse feita, mas conseguiram que somente os estudantes e profissionais de guildas (sindicatos) pudessem ter permissão de usar a mesma. Ideia aprovada por todos.

    _____

    A biblioteca original do Elisium está fechada para "reformas", por isso a ideia de terem essa para suprir a necessidade básica. Logicamente há uma área restrita a pessoas comuns na nova Biblioteca, sendo essa área com livros extremamente raros, por isso somente membros poderiam usa-la, mas mesmo assim nem todos. Precisariam do Aval da Zeladora para usar.
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    Night's Lord
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    Narrativa Discórdia e Katherina

    Mensagem por Night's Lord em Qua Dez 26, 2018 9:57 pm

    A rosa de espinhos dourados e a nobre de futuro promissor chegam a biblioteca, em sua parte restrita a membros sem dificuldades, o Elisium estava em pólvora, então ninguém iria reparar em demasia em vocês, e como já nessa época poucos gostavam de ler, vocês terão um bom tempinho antes de começarem a notar que vocês estão demorando na reunião de vocês...
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    Madame Discórdia

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    Re: Biblioteca "Pública"

    Mensagem por Madame Discórdia em Sab Jan 12, 2019 4:32 pm

    Madame Discórdia segue até uma área pouco movimentada da biblioteca, se certifica que estavam a sós e ou, com o máximo de privacidade. O silêncio era enlouquecedor, e de fato tirando o zelador da biblioteca que estava dentro de seu escritório, estavam sós.

    Poucos ali se interessavam pela cultura, ou por estarem cheio de si ou por sentirem a necessidade de jogar o jogo social de cada dia. Intriga alimentavam os membros mais que sangue. Ao contrário do que se pensa, Madame não gosta de intriga, ela gosta mesmo é de confusão.

    Colocando agora sua bolsa Louis Vuitton por sobre a mesa, parecia levemente desconfortável. E não era por menos; não confiava no Enough e na corja nosferatu, eles não gostavam de sua senhora, logo, também não gostavam de Discórdia, mas era isso ou correr risco entre os membros  que certamente intervieram em sua barganha, ou sofrer risco de vida do lado de fora em uma zona isenta de tradições que o resguardam, afinal o conteúdo que tinha para mostrar, é um item raro e caro para cair em mãos erradas. Tinha que ser ali.

    Em um sussurro se pronuncia finalmente, mas não sem perder a postura de uma dama.

    _Então minha cara... Você deve saber que recentemente um membro muito importante, e por que não dizer perigoso, esteve envolvido em uma questão com a maçonaria. Ele tentou duas vezes assumir esse principado, inclusive usurpando através de forças demoníacas o trono!

    Madame após dizer tais palavras corre rapidamente com o olhar toda extensão possível daquele lugar. Sabia que era questão de tempo até notarem sua falta ou de sua amiga, então precisava dizer tudo que tinha que dizer e por fim negociar.

    _Pois bem, tenho um livro de anotações que consegui recentemente com um Cainita... E... Quando digo Cainita, me refiro a alguém que não está necessariamente inserido na torre de marfim.

    _Este pequeno conteúdo de não mais de 200 páginas podem revelar segredos bombásticos de seu clã ou desse antigo traidor... E é justo isso que gostaria de negociar.

    _Certamente isso é melhor que uma festa chata, não acha?

    Katherinna Hudson

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    Re: Biblioteca "Pública"

    Mensagem por Katherinna Hudson em Ter Jan 15, 2019 1:16 pm

    Kat ladeia Madame assim que ela coloca a bolsa sobre a mesa, a Ventrue sorri levemente quando olha a grife da bolsa, ela tinha gostos bem caro. Observa demorando cada movimentação, sua fisionomia e sua postura, analisa ao seu redor, tenta perceber se alguém poderia oferecer risco a aquela negociata.

    O sussurro calculado, a voz descabida, as informações solta, tudo não tinha um propósito afinal, o que ela queria ganhar com aquilo? O que ela podia ter a ver com a movimentação política da atualidade? Medo ou Barganha?

    _ Como posso ter certeza de que isso é realmente verdadeiro ou um delírio Malkaviano de seu “colega”?

    Analisa friamente as informações, e ela mesma responde sua pergunta, se aproximando parecendo que ia beijar, se fosse humana Madame sentiria seu hálito e seu calor:

    _ Obviamente isso tem um preço e ele será alto … Sem rodeios ou subterfúgios…

    Espera ela voltar a articular sua resposta, meias palavras eram o suficiente para que Madame entendesse que Kat gostaria e pretendia negociar aquele livro, mas a curiosidade que ronda a mente fulgaz da Ventrue interrompe o inicio do diálogo

    _ Mas antes de qualquer coisa, me responde querida, porque me escolheu, dentre tantos outros membros de Londres que poderiam lhe oferecer o Mundo? O que a bela cria de Pieterzoon pode lhe oferecer?

    E de maneira provocativa ela pisca e morde o lábio inferior, uma característica dela, quase uma marca registrada, e se senta como se fosse apenas um bate papo aprazível entre amigas.
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    Madame Discórdia

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    Re: Biblioteca "Pública"

    Mensagem por Madame Discórdia Ontem à(s) 3:30 pm

    Madame sorriu conforme Kat se dirigia a ela de forma polida e treinada, Kat fazia o que foi treinada para fazer em toda sua vida e talvez durante a vida também, não conhecia bem seu passado para afirmar, mas imaginava algo do tipo para ela.

    _Ow honey, você desempenha bem o papel de barganha, mas não estou surpresa vindo de uma cria de Jan, que é cria de Hardestad. Você segue uma linha tênue de familiares e bons homens de negócio.

    _O problema é que eu também fui treinada pela vida a conseguir coisas que ninguém mais tem. A vida é a melhor professora, e nos ensina que passar alguém como você para trás, com promessas de um item genuíno ao qual fora oferecido... Bem... Não seria a ideia mais sensata não acha?

    Inflar o ego de um ventrue em uma negociação era como se o próprio(O toreador), fisicamente lhe estivesse engrachando seus sapatos. Não que isso lhe causasse vergonha, pois madame era capaz de tudo, só queria demonstrar em forma de placebo, que sabia o que fazia e onde estava se metendo.

    ...

    Iria apresentar o conteúdo, mas logo é freada por Kat a responder uma pergunta e pondera olhando no fundo de seus olhos. Queria ver e testar a resiliência da mesma em conseguir barganhar sem ser incisiva ou dar ordens.

    Queria testar até quando Kat conseguiria suportar um jogo social, que parecia ser o pkayground de madame por toda sua vida, SEM QUEBRAR AS REGRAS LOCAIS.

    _Ora minha nova amiga, tenho duas respostas para sua pergunta!

    _Seu pai é um homem poderoso, mas na minha família também tenho costas quentes, e isso não é impeditivo para fazer negócios com você. Poderia cantar em júbilo minha linhagem, até Arikel, mas se isso um dia te incomodar, acredito que o fará por conta própria. Ou seja, somos jovens vampiros promissores, com uma certa blindagem familiar, o que iguala nossos negócios nesse quesito. Como disse a poucos, somos jovens, aprendendo a andar com as próprias pernas.

    _Minha mãe me ensinou a brincar com pessoas de minha idade e não me meter em questões de adultos!

    Discórdia sorri vagamente de sua piada sem graça, mas que dizia duras verdades.

    _A segunda questão é que a rosa francesa e o cetro inglês vivem uma animosidade centenária, talvez, arrisco a dizer milenar... Isso pode acabar quando um dia nossa geração assumir este legado. Por isso estreitar laços  com você hoje é mais que fundamental para mim.

    _Um dia seremos senhores disso aqui, então por que não usarmos amizade como arma?

    Madame finaliza suas falas alcançando um estojo na bolsa, neste um batom, que serve para retocar sua maquiagem distorcida. Ao fazer isso um velho livro fica a mostra, Madame parecia querer provocar e finge notar a gafe acidental, que de certa forma estimula  a barganha.

    Recolhe sua bolsa como se escondesse algo, e quando termina o que fazia, atira o estojo de tom dourado na bolsa, fechando após isso, protegendo seu interior de curiosos.

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    Re: Biblioteca "Pública"

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