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    Inglaterra Século XIX

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    Night's Lord
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    Data de inscrição : 09/03/2016

    Inglaterra Século XIX

    Mensagem por Night's Lord em Seg Mar 14, 2016 12:27 pm

    A supremacia inglesa na Europa foi indiscutível no século XIX, atingindo seu apogeu entre 1850 e 1875. Tendo iniciado sua Revolução Industrial no final do século XVIII, o país colocou-se quase um século à frente dos demais Estados europeus.

    Somente na segunda metade do século XIX é que a França, a Itália e sobretudo a Alemanha começaram a avançar - mas não o suficiente para abalar a hegemonia inglesa. A Inglaterra enviava homens, capitais, carvão, tecidos e máquinas para todo o mundo; essa superioridade econômica era completada pela supremacia naval.

    Londres era a maior cidade do mundo. A prosperidade das camadas médias aumentava e seu papel político adquiria maior importância. O regime político parlamentarista era suficientemente estável e maleável para que as reformas se antecipassem às necessidades sociais. Assim, a Inglaterra pôde evitar as agitações políticas que assolaram toda a Europa dos fins do século XVIII ao século XIX. O seu problema político mais grave era a questão irlandesa.

    A união do desenvolvimento econômico com o progresso social e a estabilidade política criaram condições ideais para a formação de um vasto império colonial na América, na Ásia e na África.

    A dinastia Hannover, surgida nos inícios do século XVIII, teve na Rainha Vitória (1837-1901) um grande símbolo da virtude burguesa e da perseverança inglesa; foi ela quem governou o país durante o período da supremacia britânica, por isso mesmo denominado Era Vitoriana.”.

    Com a Europa definitivamente livre do fantasma de Napoleão, após a Batalha de Waterloo, a Inglaterra pôde finalmente consolidar-se como a grande potência mundial do século XIX.

    O desenvolvimento dos meios de transporte atingia todo o país, com estradas de ferro interligando o campo e a metrópole. Estradas essas que se tornavam cada vez mais utilizadas com o aumento frenético da população e a crescente evasão do campo para a capital. Ainda assim, as carruagens eram o transporte preferível da população londrina, uma vez que chegavam rapidamente em áreas ainda não cobertas pela ferrovia. Uma das grandes maravilhas do transporte londrino era o sistema de trem subterrâneo, prelúdio do que mais tarde seria o metrô.

    Londres era uma cidade gigantesca, abrigando cerca de quatro milhões de habitantes. Era o centro para onde era atraído todo o tipo de gente, de aventureiros a desocupados, artistas a escritores, todos ansiavam pela grandiosidade da megalópole. De fato, a magnitude da cidade, com seus palácios, igrejas e construções igualmente impressionantes, pasmavam o observador mais insensível.

    As ruas eram abarrotadas de pessoas e carruagens disputando o espaço. A grande concentração urbana alcançava níveis insuportáveis, acabando por baratear a mão-de-obra e prejudicar a massa trabalhadora, cada vez mais explorada, que era obrigada a viver miseravelmente em cortiços minúsculos. O número de mendigos e desempregados também era bastante significativo. Os crimes tornavam-se mais comuns, preocupando a recém-criada polícia metropolitana. As tensões sociais aumentavam; era o campo perfeito para o surgimento das primeiras manifestações do socialismo.

    Enquanto isso, na zona oeste de Londres, que abrigava Kensington, Hyde Park, Paddingtone, St. John's Woods e parte de Westminster, a classe alta divertia-se nos clubes e banhos turcos, comuns na época. A aristocracia fundiária, proprietária das melhores terras continuava a ser a classe influente na Era Vitoriana, reconhecendo a ascensão alheia por méritos próprios, mas ainda estimando muito a nobreza de famílias tradicionais.

    Era esse quadro contraditório que compunha o cenário da Londres Vitoriana, com riqueza e elegância de um lado, pobreza e miséria do outro.

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