Filosofia do Século XIX

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    Night's Lord
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    Filosofia do Século XIX

    Mensagem por Night's Lord em Seg Mar 14, 2016 9:20 am

    Com os anos tumultuosos de 1789-1815, a cultura da Europa foi transformada por revolução, guerra e rompimento. Terminando muitos dos suportes sociais e culturais do século prévio, a fase era fixa para mudança econômica e política dramática. A Filosofia européia participou de muitas destas mudanças.

    O último terço do décimo oitavo século, tempo do Iluminismo, produziu uma série de idéias anfitriãs e obras que tanto sistematizaram filosofias anteriores, quanto apresentaram um profundo desafio para a base da filosofia como tinha sido sistematizada até então. Immanuel Kant é um nome que a maioria mencionaria como estando entre o mais importante dessas influências, como também acontece com Jean-Jacques Rousseau. Embora ambos fossem produtos do século 18 e sus suposições, eles passaram dos limites. Tentando explicar a natureza do estado e do governo, Rousseau desafiaria a base política com a declaração "O Homem nasce livre, mas está por todos os cantos preso". Kant, enquanto tentava preservar ceticismo desse axioma, foi forçado a discutir que nós não vemos a verdadeira realidade, nem falamos disto. Tudo o que nós conhecemos sobre realidade são apenas aparências. Posto que tudo que podemos ver da realidade são apenas aparências, Kant postula a idéia de algo irreconhecível. A distinção de Hegel entre o irreconhecível e o circunstanciada mente o desconhecido pode ser visto como os começos do sistema racional de Hegel do universo. Uma refutação bem simples nisso, segundo Kant, para se conceber que há algo irreconhecível operando atrás das aparências, é demonstrar um pouco deste conhecimento através da existência. Basta saber que existe, viver determinada coisa, para conhecê-la.

    Como Filósofos da época, temos Auguste Comte. com sua idéia do Positivismo que dizia que na versão contemporânea, pelo menos - associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana.
    Segundo Comte., o ser humano é "total", isto é, uma realidade completa e o seu sistema devem referir-se à totalidade humana: afetiva, intelectual e prática, individual e coletiva etc.

    Temos também Karl Marx e Friedrich Engels, que elaboraram o que hoje conhecemos como Marxismo, que é o conjunto de idéias filosóficas, econômicas, políticas e sociais, que Interpreta a vida social conforme a dinâmica da luta de classes e prevê a transformação das sociedades de acordo com as leis do desenvolvimento histórico de seu sistema produtivo. Foi a partir dessas idéias que realmente começou a surgir o movimento Anarquista e comunista na Europa e no mundo, o que acarretou na criação de Sindicâncias e leis trabalhistas, que até agora não existiam na Europa.

    Por ultimo temos Jeremy Bentham e John Stuart Mill promovendo a idéia de que as ações são certas quando maximinizam o prazer e minimizam a dor.
    O utilitarismo prescreve a ação (ou inação) de forma a aperfeiçoar o bem-estar do conjunto dos seres sencientes. O utilitarismo é então uma forma de conseqüencialismo, ou seja, ele avalia uma ação (ou regra) unicamente em função de suas conseqüências.

    Filosoficamente, pode-se resumir a doutrina utilitarista pela frase: “Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar” (princípio do bem-estar máximo). Ela se define então como uma moral eudemonista, mas que ao contrário do egoísmo, insiste no fato de que devemos considerar o bem-estar de todos e não o bem estar de uma única pessoa.

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